Um dos principais pontos de luta da Frente em Defesa do SUS é combater a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016, que congela por 20 anos os gastos públicos com saúde e educação, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados.
A Frente reúne entidades dos diversos setores – sindicais, entre elas o Simesp, movimentos populares, associações e fóruns – e tem como princípio atuar contra o desmantelamento que o Sistema Único de Saúde vem sofrendo, especialmente agora quando o direito democrático à saúde pública está sendo ameaçado.
Para dar visibilidade aos retrocessos que estão sendo apresentados pelo governo e pelos parlamentares, os representantes da Frente têm participado de diversas atividades como a do Dia Nacional de Luta Contra o Desmonte do Estado, 5 de outubro; Dia da Campanha Nacional de Multivacinação; ato público na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e a 22ª edição do Grito dos Excluídos.
Para o secretário de Relações do Trabalho do Simesp, José Erivalder Guimarães de Oliveira, é preciso unir forças para atuar contra as tentativas de estrangulamento do sistema. “O SUS é uma conquista dos brasileiros. Mesmo com todos os problemas, ele é uma referência mundial, precisa ser defendido”, enfatiza.
Entre os principais pontos de sua Carta de Princípios estão a busca pelo crescimento econômico a partir da garantia dos direitos sociais expressos na Constituição Brasileira e impedir o avanço da PEC 241/2016.