“A Santa Casa, mais uma vez, penaliza seus funcionários e a população com o fardo de sua crise financeira, gerada por administrações ruins”, ressalta Gatti. O Simesp tenta há meses agendar uma reunião com a diretoria da entidade para abertura de diálogo, mas não obtém resposta.
Devido à falta de diálogo, o Sindicato solicitou esclarecimentos sobre a redução do trabalho médico para a Santa Casa por meio de ofício e questionou a Secretaria de Estado da Saúde sobre a situação. Também enviou denúncia ao Ministério Público do Estado para que o órgão tenha ciência do problema e ao Ministério Público do Trabalho e Emprego pedindo intermediação do diálogo.
Demissões em março
A direção da Santa Casa começou o mês de março com novas demissões, desestruturando completamente o seu departamento de psiquiatria. Dois terços dos médicos psiquiatras (cerca de 25 profissionais) foram demitidos, além de enfermeiros e psicólogos. Os profissionais demitidos pela Santa Casa foram assediados para que abrissem mão do recebimento das verbas rescisórias, conforme determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O serviço de psiquiatria da Santa Casa ficava concentrado no Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (Caism), na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), os pacientes que ali eram atendidos receberam alta e agora estão sem acompanhamento psiquiátrico.