A Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (Saesp) vai intensificar nos próximos meses ações com vistas a promover a segurança do paciente nas instituições públicas e privadas de saúde no Brasil. Esta movimentação teve início no 11.º Congresso Paulista de Anestesiologia (Copa) e a na 48.ª Jornada de Anestesiologia do Sudeste Brasileiro (Jasb), que aconteceram na cidade de São Paulo.
Na ocasião foi lançada a Fundação de Segurança para o Paciente, com a presença de representantes dos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e da Organização Internacional Patient Safety Movement, dos Estados Unidos. O objetivo da Fundação é fomentar informações para profissionais e população em geral sobre os riscos e as principais causas de problemas relacionados ao paciente no ambiente cirúrgico.
A Saesp também iniciou uma pesquisa inédita sobre o perfil e as condições de trabalho do médico anestesista nas unidades de saúde públicas e privadas do Estado. De acordo com informações divulgadas durante o Copa, os principais problemas se referem à sobrecarga de trabalho que expõe esses profissionais à ocorrência, por exemplo, da síndrome de Burnout, caracterizada por depressão e insatisfação com o trabalho. Com o levantamento, a proposta é identificar o cenário atual e conseguir desenvolver estratégias que ajudem a melhorar a atuação dos anestesistas.
“Precisamos ter mais transparência em relação aos erros que ocorrem dentro das instituições de saúde e às condições de trabalho dos profissionais de saúde. Identificar e analisar as dificuldades, as causas, constituem o primeiro passo para desenvolver as soluções e aperfeiçoar os padrões de segurança. Temos que criar barreiras para que a vida do paciente não seja colocada em risco”, explicou o presidente da SAESP, Enis Donizetti Silva.
Segundo dados da Organização Internacional Patient Safety Movement, cerca de 210 mil mortes nos Estados Unidos poderiam ser evitadas com ações de prevenção aos erros médicos, que são a terceira causa de morte no país. No Brasil, os chamados eventos adversos durante ou após os procedimentos anestésicos devem atingir entre 10% a 15%, mas estes dados não são concretos.
“Existe uma subnotificação no país por parte dos profissionais que temem represálias. Isso precisa mudar, porque só vendo o erro e sabendo quantos ocorrem é que poderemos tomar medidas efetivas para atuar na segurança do paciente”, conclui o presidente da SAESP.
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