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Reunião com o Sindhosfil-SP termina em impasse

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27/02/2015 | Notícia Simesp

Reunião com o Sindhosfil-SP termina em impasse

O Sindhosfil-São Paulo recusou a proposta do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) de fazer o pagamento integral do reajuste salarial referente à data-base de 2014. Resultando em um impasse. O anúncio do sindicato patronal aconteceu durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 26, no Mistério do Trabalho e Emprego (MTE).

O presidente do Sindhosfil, Edison Ferreira da Silva, disse que a negativa foi definida em assembleia e veio por parte dos empregadores. O presidente do Simesp, Eder Gatti, questionou o posicionamento já que a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, prevê o reajuste nos contratos com as organizações sociais.

Gatti disse que irá procurar outras formas para que os médicos tenham aumento. “Queremos garantir o poder de compra da categoria. Nossa postura é levar o debate para a justiça do trabalho e chamar a todos para mobilização. Não convém aos médicos aceitarem as condições propostas nas negociações”, ressaltou. O Sindicato também tentará negociações diretas com as filantrópicas e com as organizações sociais para acordos individualizados.

A última proposta do Sindhosfil é inferior à inflação, sendo aumento de 3,15% a partir de 1° de setembro e 6,35% a partir de 1º de dezembro, tendo como referência o salário de 31 de agosto de 2014.

Hora extra

O assessor jurídico do Simesp, Edson Gramuglia, explica que, enquanto não é fechado um novo acordo, os benefícios estabelecidos na Convenção Coletiva de Trabalho anterior continuam em vigor, com exceção das cláusulas que necessitam de acordo, como o reajuste salarial e o banco de horas. “Sem a assinatura de uma nova convenção deixa de existir o banco de horas. Então, todas as horas excedentes devem ser pagas com adicional de 100%”, ressaltou.