Augusto Ribeiro, representante do Simesp, explica que muitos desses profissionais saíram de outros estados ou do interior para realizarem a residência em São Paulo e foram surpreendidos pela situação calamitosa de falta de pagamento. “Além de tudo, esses médicos foram desviados de suas funções, tiveram seus programas de aprendizado suspensos ou prejudicados, estão se arriscando na linha de frente de atendimento durante uma pandemia e ainda precisam lidar com o não pagamento da bolsa.
Ainda de acordo com Ribeiro, as respostas das gestões dos serviços sobre o problema têm sido desencontradas, com pedido de atualização de dados e informações de que a bolsa será paga em “breve”. A posição passada pelo Ministério da Saúde (MS) aos residentes é de que os valores serão pagos a partir do dia 10 de maio, mas no sistema cadastral do próprio MS, esses profissionais constam como inexistentes.
O Simesp tem reunido as denúncias e avalia medidas legais a serem tomadas para que o pagamento em dia dos vencimentos desses profissionais seja garantido.