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Residentes permanecem paralisados hoje, dia 11

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11/12/2018 | Notícia Simesp

Residentes permanecem paralisados hoje, dia 11

Os médicos residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) realizam paralisação nos atendimentos durante todo o dia de hoje, em reivindicação pela falta de tomógrafo (quebrado há quase dois meses) e de ressonância magnética (quebrado há dois anos), além de número insuficiente de ambulâncias. Nesta manhã, os profissionais se reuniram com o diretor técnico do hospital, Luiz Carlos Pereira Junior, para negociar a resolução das reivindicações.

De acordo com Natanael Adiwardana, coordenador geral da Associação dos Médicos residentes do IIER, as negociações avançaram porque, durante a reunião, o diretor técnico informou, oficialmente, que serão retomadas as das atividades da tomografia para todos os pacientes internados. Já os ambulatoriais serão retomados conforme reabertura de agenda. “Manteremos a paralisação no dia de hoje pelo não cumprimento da notificação oficial até o prazo estabelecido, que era às 16h de ontem. Contudo, consideramos uma primeira vitória, pois a primeira reivindicação foi atendida, a que gerava maior agravo aos pacientes”, explica.

Sobre o transporte de pacientes, o plano de contingência dos residentes, que previa processos de remoção hospitalar de pacientes de alta complexidade com demanda de suporte intensivo, foi acatado para pacientes não graves. “Para os graves, contudo, ainda não há solução definitiva, mantendo a dependência do sistema atual, que não atende à demanda”, conta Adiwardana. Os residentes propuseram alternativas ao problema e o diretor se comprometeu a dar respostar até dia 20/12.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, os residentes e o Simesp seguirão acompanhando de perto os trabalhos da gestão. “O Emílio Ribas sofre com a má administração e o subfinanciamento do SUS. É preciso garantir a assistência de qualidade aos pacientes, que dependem do hospital”.

 

As reivindicações dos residentes são:
– Retomada imediata dos exames de tomografia computadorizada;
– Determinação de plano específico e permanente de contingência para o processo de exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) que sejam suficientes para não postergar os exames de imagem em mais de 24 horas e também de processos de remoção hospitalar de pacientes de alta complexidade, com demanda de suporte intensivo; ¬
– Coparticipação ativa dos médicos residentes no processo de planejamento dos planos de contingência;
– Determinação do processo de avaliação da qualidade e efetividade dos planos; e
– Divulgação pública e ampla dos planos idealizados.