Os médicos residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) estão em greve desde 7 de dezembro porque além da falta de insumos básicos para o atendimento dos pacientes, parte dos especialistas (como ortopedistas, endocrinologistas e nefrologistas), a partir do dia 20 deste mês, terá seus contratos encerrados sem a previsão de que esses profissionais venham a ser substituídos, o que coloca a população em risco iminente. Na segunda-feira, dia 14, às 12h, será realizado um abraço simbólico no instituto e, às 14h, um ato público. O movimento dos residentes conta com o apoio do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Em manifesto, os profissionais dizem que a paralisação seguirá até que suas reivindicações sejam atendidas: a nomeação imediata dos profissionais já aprovados em concurso público para manutenção do quadro atual de médicos e a elaboração de planos de manutenção preventiva para os aparelhos de diagnóstico por imagem e de endoscopia/broncoscopia.
“Na tentativa de contornar o problema foi realizado concurso público em abril de 2015 para que essas especialidades dessem continuidade ao atendimento. No entanto, com o decreto governamental nº 61.466 de 2015, que suspendeu todas as nomeações do Estado, esses profissionais não puderam ser contratados”, consta no manifesto.
A Associação dos Médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas pede que o governador Geraldo Alckmin reconsidere sua decisão e garanta a nomeação imediata de médicos já aprovados em concurso público realizado em abril. Em ofício encaminhado ao governador, a Associação solicita uma resposta até 15 de dezembro.
De acordo com denúncias recebidas pelo Simesp, entre as equipes dispensadas está a de nefrologia, que ficará sem nenhum médico, o que inviabiliza a condução de pacientes com insuficiência renal que dependem de hemodiálise, como doentes com leptospirose, sepse grave e meningococcemia, até então atendidos no hospital. “Os médicos que permanecerão no hospital receberam orientação interna para que não aceitem a transferência de pacientes com insuficiência renal”, conta Eder Gatti, presidente do Simesp.