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Renata Afonso alerta: “Jornalista não pode ser visto como amigo”

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19/04/2012 | Notícia Simesp

Renata Afonso alerta: “Jornalista não pode ser visto como amigo”

Promovido pela Federação Nacional dos Médicos e Conselho Federal de Medicina, teve início, nesta quinta-feira, o VII Seminário Nacional Médico/Mídia, que reúne médicos e jornalistas de todo o Brasil. O presidente do Simesp e da Fenam, Cid Carvalhaes, em sua fala de abertura ressaltou ser uma honra para o Simesp receber evento desse porte. “O médico/mídia vem, a cada edição, contribuindo para melhorar o relacionamento entre médicos e imprensa”.

Pela manhã participaram como palestrantes o conselheiro do CFM, Desiré Carlos Callegari; o assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, Murilo Pizzolotti; e a repórter de televisão, Renata Afonso. O debate girou em torno dos cuidados que devem ser tomados para a realização de uma boa entrevista, seja por parte do repórter ou do médico. Para Callegari, o “compromisso com a verdade” é uma das premissas do relacionamento com a mídia. “Não adianta, a verdade sempre aparece, por isso, ao sermos entrevistados, temos de ser o mais verdadeiro possível”.

A repórter Renata Afonso lembrou que é preciso paciência para esclarecer todas as dúvidas do repórter. “Jornalista não é médico. É fundamental explicar todos os pontos, porque além da reportagem em si, produzimos também artes gráficas para ilustrar melhor o assunto”. Renata Afonso também alertou aos médicos para tomarem cuidado com o que é falado numa entrevista, pois a função do jornalista é colher informação, e o que for falado será divulgado. “Lembrem-se: o jornalista está trabalhando, não pode ser visto como é um amigo”.

Já Murilo Pizzolotti destacou, entre outros, os pontos semelhantes entre as duas profissões e a necessidade de respeito mútuo. “Num caso de violência sofrida por uma pessoa, por exemplo, o profissional da comunicação quer a informação completa do paciente, já o médico deve preservá-lo. O Silêncio também, às vezes, é uma resposta. É preciso dar tempo ao tempo”.