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Relação das entidades médicas com a imprensa é tema de encontro no PR

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03/12/2012 | Notícia Simesp

Relação das entidades médicas com a imprensa é tema de encontro no PR

O desafio de comunicação e mobilização das entidades médicas esteve em debate no IV Encontro de Assessores de Comunicação das Entidades Médicas, realizado no Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR), nos dias 29 e 30 de novembro. Um debate sobre "O erro médico visto pela imprensa e pela sociedade – equívocos de interpretação e mecanismos de defesa" abriu o primeiro dia do evento, que à tarde discutiu o tema "A pauta que nos une – a integração das entidades em prol do médico e da sociedade" e foi fechado com a abordagem "Em busca do médico perdido – a interação entre as entidades e os profissionais (desafio de comunicação e mobilização)".

O evento teve como objetivos estimular o intercâmbio de experiências entre os profissionais do movimento médico, promover práticas de planejamento em comunicação, discutir a relação entre as entidades e a mídia, além de avaliar o uso das tecnologias em comunicação, especialmente das novas mídias.

"Nós temos uma grande produção de conteúdo, mas nacionalmente temos dificuldade de ser ouvidos. Os grandes veículos dão a sua versão e se esquecem das entidades médicas. A mídia precisa entender que estamos inseridos na saúde, de forma a nos tornarmos referência", ressaltou o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira.

Abaixo um resumo das apresentações:

O erro médico visto pela imprensa e pela sociedade – equívocos de interpretação e mecanismos de defesa – O jornalista Marco Antônio Batista, afirmou que a imprensa sempre trata de forma desvantajosa um suposto erro médico e explicou como ela costuma se proceder.

"O repórter conta uma história que acha no local, interpreta procedimentos pelo viés da ignorância, jogando emoção e em pouco tempo temos um estrago expandido pela TV e redes sociais. Não há como justificar o que a reportagem considera injustificável".

Batista ainda aconselhou ao médico ser honesto com o paciente antes e durante o procedimento, como também com a família depois, e ter paciência para lidar com o jornalista.

Segundo o advogado Erial Lopes Haro, o médico deve procurar as assessorias dos sindicatos diante de situações como essas.

"Nós procuramos defender o médico. Antes do profissional se pronunciar, ele deve procurar rapidamente as assessorias jurídica e de comunicação, que inclusive devem funcionar de forma integrada dentro da entidade. Antes de responder à mídia, é de alta relevância saber o que fazer e como fazer", ressaltou.

Ele também explicou que após conversar com o médico , o setor jurídico avalia se cabe uma ação judicial para o caso e auxilia a assessoria para orientar o profissional, se baseando em argumentos da lei para responder à imprensa.

Fechando o tema, o conselheiro Henrique Gonçalves, destacou a importância das três profissões (médicos, jornalistas e advogados) e de se evitar uma guerra entre ambas, reconhecendo que que há a existência de maus profissionais em todas as áreas.

"O erro médico é quando o profissional age com imperícia, negligência e imprudência e a ética é substituída por outros interesses indevidos. O médico lida com o sigilo do paciente e evidente que o jornalista tem interesse nisso."

A pauta que nos une – a integração das entidades em prol do médico e da sociedade" – O diretor de comunicação do Conselho Federal de Medicina (CFM), Desiré Carlos Callegari, explicou a comunicação dentro do papel das entidades médicas. Ele frisou que o trabalho articulado do CFM, FENAM e AMB, como no último protesto nacional contra os planos de saúde, gera grandes resultados. De acordo com o clipping do CFM, no período de 24 de setembro a 26 de outubro, a produção conjunta das três assessorias de imprensa repercurtiu em 700 matérias em 150 veículos diferentes.

"É possível unir forças em torno de uma agenda comum. Queremos pautas para assinar juntos e resultar em um somatório de efeitos, como aconteceu na paralisação da categoria em outubro e utilizando a mídia espontânea, que economiza no orçamento", afirmou.
Seguindo o tema, o diretor de comunicação da FENAM, Waldir Cardoso, enfatizou o seu discurso em achar a pauta que une as três entidades, dentro da vocação de cada uma, e repercutir a matéria nas bases.

"Acredito que a pauta que nos une é a defesa do interesse do médico de acordo com o interesse da sociedade. Nós temos uma unidade de pensamento que foi construída nos últimos anos e o desafio é levar o trabalho para as regiões, estados e municípios".

Ele citou como bandeiras comuns a posição acerca da abertura de escolas, da revalidação de diplomas, da regulamentação da medicina, da carreira médica e da relação com os planos de saúde.

Em busca do médico perdido – a interação entre as entidades e os profissionais (desafio de comunicação e mobilização) – A abordagem "Em busca do médico perdido – a interação entre as entidades e os profissionais (desafio de comunicação e mobilização)" fechou o primeiro dia de debates no encontro. De acordo com o jornalista Robinson Machado, faz-se necessário que a instituição tenha uma comunicação integrada que elabore um planejamento estratégico e siga corretamente o cronograma pré-estabelecido. O especialista em redes sociais, Walder de Miranda Júnior, lembrou que a produção de relatórios é essencial para analisar e aperfeiçoar o andamento do trabalho.

"Vale a pena mapear o público nas redes, saber o que estão falando, começar a interagir e a partir das métricas descobrir quais assuntos chamam mais atenção, e assim adaptar as ações para alcançar resultados".