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Rejeitamos categoricamente a agressão dos Estados Unidos contra nossa nação

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28/01/2026 | Notícia Simesp

Rejeitamos categoricamente a agressão dos Estados Unidos contra nossa nação

Por: Comitê Autônomo e Independente de Trabalhadores (CAIT) 5-1-2026

Nós, trabalhadores, militantes sindicais de base, federações nacionais da Central Bolivariana de Trabalhadores e povo trabalhador em geral, agrupados no Comitê Autônomo e Independente de Trabalhadores (CAIT), condenamos veementemente a brutal agressão militar perpetrada pelo imperialismo norte-americano comandado por Donald Trump.

Na madrugada de sábado, 3 de janeiro, nossa nação foi bombardeada por aeronaves dos Estados Unidos, violando unilateralmente a soberania do país em um verdadeiro ato de guerra que desafia todas as normas do direito internacional. Provocando pelo menos 80 mortos, entre civis e militares da equipe de segurança de Nicolás Maduro; centenas de feridos entre a população, danos às infraestruturas e serviços da nação. O sequestro do presidente constitucional Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, que foram colocados sob custódia dos Estados Unidos para serem julgados em Nova York. Acusados falsamente de conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína.

Donald Trump implementou um conjunto de sanções econômicas e financeiras contra a Venezuela desde agosto de 2017. Desde setembro do ano passado, iniciou uma ofensiva violenta contra a Venezuela com a concentração de forças navais americanas no mar do Caribe, o que resultou na destruição de mais de 30 barcos sob o pretexto da luta contra o narcotráfico, deixando mais de 100 vítimas, e instaurando um bloqueio para asfixiar nossa economia através do confisco de barcos que transportavam petróleo venezuelano.

Trump voltou a atacar os trabalhadores migrantes venezuelanos nos Estados Unidos, usando termos como “criminosos, delinquentes e terroristas” para justificar a agressão militar.

Donald Trump declarou à imprensa que seu país “governará” a Venezuela. Ele assumiria o controle das enormes reservas de petróleo da Venezuela e recrutaria empresas americanas para investir bilhões de dólares na reconstrução da devastada indústria petrolífera do país, revelando os verdadeiros interesses por trás da agressão militar contra a Venezuela.

Donald Trump advertiu os governos do México, Cuba e Colômbia que seus países poderiam ser os próximos, sua intenção é dominar todo o hemisfério, seu objetivo é assustar os outros países da região com seu ataque militar à Venezuela. Isso garante que as empresas e os Estados Unidos tenham acesso irrestrito aos recursos energéticos e minerais, em particular ao petróleo, para reforçar seu domínio político e militar sobre o continente diante de qualquer resistência.

Todos os governos que defendem a paz e a soberania nacional, não apenas em nossa região, mas em todo o mundo, devem se opor firmemente à agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro. É fundamental que os governos de Lula, Petro, Scheinbaum e outros ajam juntos para enfrentar a agressão de Trump contra a Venezuela e o continente.

Denunciamos María Corina Machado, Leopoldo López, Edmundo González e Antonio Ledezma como cúmplices desses planos neocoloniais, por terem solicitado a intervenção militar de Trump.

Fazemos um chamado aos trabalhadores, ao povo, aos movimentos sociais, sindicatos e federações para que condenem veementemente a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Da mesma forma, instamos os povos do mundo, especialmente da América Latina e do Caribe, a levantarem suas vozes em protesto. Propomos que a Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores, juntamente com outras centrais sindicais e os delegados que participaram do Congresso Internacional da Classe Trabalhadora Latino-Americana, Caribenha e Mundial em defesa da Paz, convoquem uma jornada de mobilização contra o imperialismo norte-americano, representado por Trump, em solidariedade à nossa nação e ao povo venezuelano.

Saudamos as manifestações massivas em vários países contra o ataque de Trump à Venezuela, que ocorreram na França, Espanha, Alemanha, Grécia, Suécia e México, bem como 105 protestos nos Estados Unidos convocados pela Coalizão ANSWER, movimento norte-americano que se opõe à guerra.

– Condenamos o bombardeio dos Estados Unidos contra a Venezuela!

– Liberdade imediata para o presidente Nicolás Maduro e Cilia Flores!

– Rejeitamos o anúncio de Trump de assumir o controle da Venezuela!

– A Venezuela nunca será colônia dos EUA!

Comitê Autônomo e Independente de Trabalhadores (CAIT)