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Regional vai retomar negociações com o Consórcio Intermunicipal de Saúde

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25/08/2016 | Notícia Simesp

Regional vai retomar negociações com o Consórcio Intermunicipal de Saúde

A Regional do Vale do Ribeira do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) retomará as negociações com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ribeira e Litoral Sul (Consaude), em relação à reposição das perdas salariais dos médicos vinculados ao consórcio. Em 30 de agosto, às 14h, acontecerá uma mesa de negociação na Gerência Regional do Trabalho e Emprego, em Santos, litoral paulista.

Atendendo solicitação dos trabalhadores médicos do Consaude, a campanha de reposição salarial iniciou-se em 16 de fevereiro de 2016, com participação da comissão de representantes dos trabalhadores médicos e Simesp. Foi realizada reunião com a administração do Consaude, que acenou com a possibilidade de reposição salarial, proposta a ser elaborada mediante estudos técnicos e apoio político. 

Ao longo do ano, foram feitas diversas assembleias e outras três reuniões com o Consaude, sendo a última em 7 de junho de 2016. Nova reunião deveria ter acontecido em julho, mas o Consaude não compareceu e retirou-se da mesa de negociação.

Diante desse acontecimento, o Simesp e a comissão apresentaram aos trabalhadores as possibilidades e optou-se por mediação pelo Ministério Público do Trabalho, que será realizada em 30 de agosto, na Gerencia Regional do Trabalho, em Santos.

Histórico

Os trabalhadores do Consaude iniciaram campanha salarial para repor perdas salariais acumuladas desde 2009 e repostas parcialmente em junho de 2012 e dezembro de 2014. “Essa reposição parcial não contemplava as perdas salariais. Ante perdas salarias desde 2009 até a presente data, ou seja, um período de sete anos, foram concedidas reposições de 3% em junho de 2012 e 6 % em dezembro de 2014”, diz o presidente da Regional, Bruno Lima Grossi.

Enquanto as taxas de inflação no período de novembro de 2009 a julho de 2016 superaram 39%, de forma cumulativa, as reposições parciais acima mencionadas, ainda que ajustadas, promoveram nos vencimentos dos profissionais médicos perdas salariais superiores a 27%, que necessitam ser contempladas pelo expressivo impacto no orçamento familiar desses trabalhadores.

Esse fato compromete a saúde na forma da assistência e manutenção dos serviços prestados, porque esse profissional terá que trabalhar mais ou procurar outro posto de trabalho para tentar manter o orçamento de sua família.

Lembrando que esta situação se agrava ano após ano, sendo que, em 2015, foi realizada negociação da mesma forma, resultando infrutífera. Na ocasião, os médicos decidiram então entrar em greve por um período de 15 dias, objetivando sensibilizar a população e a administração do Consaude sobre o sucateamento e perdas salariais que comprometiam a manutenção dos serviços médicos.

Isso ocasionou a perda de diversos profissionais, que procuraram outros postos de trabalho ou aceitaram as propostas de terceirização desses serviços, conforme determinação da administração do Consaude. O Simesp e os trabalhadores médicos do Consaude entendem que se trata de política de gestão e estratégia da administração de precarizar o posto de trabalho médico a fim de promover a terceirização dos serviços.

Como não houve da parte do Consaude nenhuma iniciativa no sentido de retomar as tratativas, os trabalhadores médicos representados pela comissão e pelo Simesp solicitaram a intermediação da Justiça do Trabalho.