Na reunião, também ficou acordado que o Comitê organizará um ato em Ribeirão Preto, no dia 22 de março, às 17h, na Esplanada Dom Pedro II. Entrando na agenda de manifestações nacional contra a reforma da previdência. “A maioria dos médicos hoje são assalariados e dependerão de aposentadoria no futuro. Por isso, estamos convencidos de que a reforma será muito ruim para nós também e queremos que os médicos participem efetivamente da luta pelo direito à aposentadoria”, explica Ulysses Strogoff, diretor-presidente da regional do Simesp em Ribeirão Preto.
Conhecida como PEC da Morte, a proposta pretende aumentar a idade mínima, bem como o tempo de contribuição necessário para a aposentadoria, além de destruir a previdência social solidária (em que empregado, empregador e Estado garantem juntos o direito à seguridade), dando lugar à capitalização individual. “Os países que fizeram uma reforma previdenciária parecida, tiveram que desfazê-la, ao menos parcialmente, visto que deixaram a população idosa em uma situação insustentável de pobreza”, explica Strogoff. A proposta de Jair Bolsonaro é similar à que foi posta em prática no Chile, país que enfrenta uma endemia de suicídios de idosos acima de 80 anos motivados pela baixa aposentadoria. Os aposentados chilenos recebem em média 300 ou 400 reais ao mês.