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Reforma no HSPM expõe riscos e leva Simesp a cobrar providências imediatas

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16/07/2026 | Notícia Simesp

Reforma no HSPM expõe riscos e leva Simesp a cobrar providências imediatas

Sindicato cobra medidas urgentes para garantir a segurança de pacientes e trabalhadores durante as obras e reforça necessidade de cumprimento das recomendações da Vigilância Sanitária

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) encaminhou ofício à direção do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), à Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), à Secretaria Municipal de Saúde e ao Conselho Municipal de Saúde, cobrando providências urgentes para garantir a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores durante as obras de reforma da unidade. A medida foi adotada após denúncias de que obras estariam sendo realizadas em áreas assistenciais sem isolamento adequado, expondo pessoas à poeira, ruídos e outros riscos sanitários. 

No ofício, o Simesp solicita avaliação técnica imediata das intervenções, a adoção efetiva das medidas de contenção e isolamento e, caso isso não seja possível, a suspensão temporária das obras até que sejam garantidas as condições mínimas de segurança. O Sindicato também requer que a Covisa apure o cumprimento da legislação sanitária vigente. 

Para a secretária geral da diretoria plena do Simesp, Juliana Salles, a modernização da infraestrutura do hospital é necessária, mas deve ocorrer com absoluto respeito às normas de segurança e às condições de trabalho das equipes de saúde. “Nenhuma obra pode comprometer a assistência nem colocar em risco pacientes e trabalhadores”. 

A gravidade da situação motivou uma inspeção do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), que recomendou mudanças para adequar providências que diminuam riscos durante a execução da obra. Entre as medidas indicadas estão o reforço da contenção de poeira, o aprimoramento do isolamento das áreas em obras, a intensificação da limpeza, a melhoria da sinalização de segurança e o gerenciamento contínuo dos riscos durante toda a execução das intervenções. O CVS também recomendou que as obras sejam acompanhadas pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), responsável pelo monitoramento dos riscos ocupacionais durante a execução da reforma.

“As recomendações feitas pelo Centro de Vigilância Sanitária demonstram que medidas adicionais de proteção eram necessárias. Esperamos que todas sejam cumpridas integralmente e que o acompanhamento pelo Cerest garanta condições seguras de trabalho durante toda a execução da reforma. Em um hospital, preservar vidas precisa estar acima de qualquer cronograma de obra,” explica Juliana. 

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a reforma integra o processo de modernização do HSPM e afirmou que as recomendações dos órgãos de fiscalização estão sendo observadas. Para o Simesp, entretanto, é fundamental que as determinações do CVS sejam integralmente cumpridas e que o acompanhamento permanente pelo Cerest assegure a proteção dos trabalhadores e dos pacientes enquanto as intervenções estiverem em andamento.