‘Quem Canta Seus Males Espanta’, novo episódio da série Aprendiz de Maestro, será exibido amanhã (5), na Sala São Paulo. Para saber mais sobre essa história, batemos uma papo com Mademoiselle Operilda, a dama dos concertos:
Operilda é mesmo nome de batismo?
Claro. Eu faço parte da família dos Operildos, feiticeiros do bem que têm o hábito de falar cantando: óóó óóó! Minha irmã é Operíssima, e eu sou Operilda.
Como surgiu o trabalho com o maestro João Maurício Galindo?
Ele é conhecido no universo todo! Um dia eu estava voando em Vassorilda por galáxias tropicais e ouvi dizer que na Terra havia um tal maestro João que ensinava às crianças a diferença entre concerto e sinfonia! Fiquei impressionada e vim aqui atrás dele aprender como fazer ópera. E ficamos amigos!
Como se canta ópera?
Bem, um compositor tem que compor uma música, e um escritor, escrever uma história. Depois eles juntam as duas coisas e chamam os cantores que contam a história cantando! Eles fazem tudo cantando, até morrem cantando! É uma bagunça! Mas é lindo!
O que dá mais trabalho, fazer feitiço ou ensinar música clássica?
Ensinar música. Porque na música não há passes de mágica. Eu tenho que estudar de verdade para poder ensinar.
Qual a sua relação com os reinos de Bel Canto e Sinfolândia?
Eu nasci no Reino de Bel Canto, há mais ou menos 500 anos – desculpe, não gosto de falar minha idade exata, coisas de mulher. Sinfolândia é o reino vizinho ao nosso e, infelizmente, durante muito tempo esses reinos foram inimigos. Até que um dia o príncipe de Bel Canto e a princesa de Sinfolândia se apaixonaram.
E deu certo?
Ih, foi a maior confusão! Então, o mago do bem, feiticeiro de Sevilha, me encarregou de resolver a tal confusão, cantando.
Verdade que foi você quem inventou o ditado ‘Quem Canta Seus Males Espanta’?
Verdade. Quando vovó Opereta saiu de férias para o infinito, eu fiquei muito triste, com saudades. Até que comecei a cantar e minha tristeza passou.