Simesp

Protesto na avenida Paulista marca luta contra abusos dos planos de saúde

Home > Protesto na avenida Paulista marca luta contra abusos dos planos de saúde
25/04/2013 | Notícia Simesp

Protesto na avenida Paulista marca luta contra abusos dos planos de saúde

Os médicos do estado de São Paulo manifestaram na manhã de hoje, 25 de abril, na avenida Paulista, seu luto causado pelos abusos dos Planos de Saúde contra os usuários e profissionais da área. A ação marca o Dia de Alerta Nacional na Saúde Suplementar, marcado também pela suspensão dos atendimentos eletivos.

O ato público teve o objetivo de mostrar à sociedade os problemas que atingem, principalmente, os pacientes. “Com esse movimento pretendemos conscientizar a população de seus direitos, ter uma postura de advertência aos planos de saúde e um chamamento dos médicos pra que resguardem sua dignidade profissional”, pontuou o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes.

Para informar a população sobre as bandeiras defendidas pelos médicos, foram abertas faixas nos semáforos e cruzamentos. Alem disso, foi entregue uma carta aos pedestres, pedindo aos usuários que fiquem atentos com as operadoras que cobram reajustes acima da inflação e mesmo assim apresentam queda na qualidade do atendimento.

Para simbolizar o sofrimento dos profissionais da saúde, houve soltura de balões pretos ao final da mobilização. Como destacou o presidente do Sindicato, “uma manifestação de luto, de sofrimento, de dor”. Em coletiva de imprensa, após a manifestação, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz D’Avila analisou a questão do ponto vista ético. “A relação médico-paciente deve ser de confiança, mas acaba prejudicada. O médico deve fazer exame físico adequado, avaliando se há ou não necessidade de solicitar exames. Muitas vezes, o paciente acaba sendo atendido as pressas para que o profissional possa atender mais consultas”.

O ato contou com a presença de representantes das entidades médicas e de profissionais indignados com a situação de injustiça que, infelizmente, se tornou comum nesse meio. É o que conta João Luiz Mattoso, especialista em homeopatia, acupuntura e ginecologia, que ficou sem reajuste de uma operadora durante nove anos. “Quando parei para calcular o que eu teria de receber, percebi que valor era absurdo e a operadora se negou a pagar”, desabafou. O médico também questionou como é possível receber uma quantia que muitas vezes não cobre sequer as despesas do consultório.