O Simesp rejeitou a proposta apresentada pela Justiça durante audiência realizada na última quinta-feira, 7, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, na capital paulista. Em contrapartida, apresentou uma contraproposta, que deve ser avaliada agora pela direção da Santa Casa de São Paulo. Nova audiência está marcada para o dia 16 de fevereiro, às 15 horas, no mesmo órgão.
A proposta apresentada pelo Sindicato, discutida e aprovada pelos médicos em assembleia realizada em 9 de outubro passado e, portanto, antes que começassem as demissões, pede pagamento em até 13 parcelas (uma mais 12) do montante devido e com correção inflacionária. O Simesp também propôs incluir no acordo os pagamentos do décimo terceiro e os salários atrasados. “Se a Santa Casa nos apresentar outra proposta, faremos assembleia com os médicos demitidos para debatê-la”, diz o presidente do Simesp, Eder Gatti, que participou da audiência.
De acordo com Gatti, a proposta apresentada na audiência anterior previa parcelamento das verbas rescisórias em até 24 vezes e marco inicial para a correção monetária, equivalente à metade do IPC-Fipe (índice que mede a inflação), apenas a partir do décimo terceiro mês, com quitação do resíduo da correção monetária mencionada feita em quatro parcelas a partir do mês seguinte ao pagamento da última parcela do acordo, o que foi rejeitado pelos médicos. Na audiência do dia 16 de fevereiro, segundo Gatti, será definido se “vamos para dissídio ou não”.