De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), apesar de a entidade ter críticas ao modelo do programa, a população não pode ficar desassistida, pois o quadro de profissionais já é deficitário na Atenção Primária à Saúde (APS) da cidade. “A Lei do Mais Médicos permite contratações precárias e dificulta o acesso à Justiça do Trabalho. Em contrapartida, os médicos que participam do programa realizam mensalmente 20 mil atendimentos diversos e a população não pode arcar com o ônus de não ter esses profissionais e ficar desassistida. Caso os contratos não sejam renovados, os moradores das periferias serão os mais prejudicados.”
Em carta aberta à população, os profissionais do Mais Médicos explicam que têm a capacidade de solucionar os problemas de saúde da população em até 80% dos casos, mas que isso pode acabar por causa do descaso do prefeito Bruno Covas. “Apesar da insistência dos profissionais em dialogar, não houve nenhuma resposta concreta da prefeitura… Nós, médicos, pedimos para manter o atendimento e cuidado com pessoas de nossas comunidades.”
Sobre o Mais Médicos na cidade de São Paulo
Mensalmente, os médicos do programa realizam mais de 700 consultas de pré-natal e mais de 450 consultas de puericultura (crianças de até 2 anos) no município. Eles atendem em áreas como ginecologia, pediatria, saúde do idoso e saúde do homem. São realizados grupos de saúde da mulher, diabéticos, hipertensos, exercícios, saúde mental, tabagismo, saneamento básico, planejamento familiar e redução de danos para usuários de álcool e drogas. São também feitos procedimentos como a colocação do DIU (Dispositivo Intrauterino) e visitas às casas dos pacientes.
Apesar de o Mais Médicos ser uma iniciativa Federal, neste caso, especificamente, a responsabilidade pelos contratos e pagamento da bolsa e da ajuda de custo dos médicos é da prefeitura, por Acordo de Cooperação para ampliar o programa.