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Profissionais conquistam direito de eleger diretor clínico

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11/05/2015 | Notícia Simesp

Profissionais conquistam direito de eleger diretor clínico

No dia 22 de maio, sexta-feira, haverá eleição para diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. É a primeira vez na história da instituição que o corpo clínico contratado terá o direito de votar para o cargo – até o momento, o diretor clínico era nomeado por um pequeno grupo de diretores.

A eleição é uma vitória da categoria, que desde dezembro passado, devido à grave crise na Santa Casa e à falta de pagamento do salário de novembro e 13º, vem reivindicando mudanças no formato da gestão da instituição. “Este é um grande avanço democrático dentro da instituição, uma conquista dos médicos, para os médicos, que certamente é o passo inicial para uma revisão muito mais abrangente e profunda do regimento”, avalia Rodrigo Contrera do Rio, membro da comissão eleitoral para diretor clínico e da Associação Medica da Santa Casa de São Paulo.

O Simesp, que tem realizado assembleias frequentes com os médicos e acompanhado de perto o andamento da crise, avalia de forma positiva a conquista ao direito de eleger o diretor clínico. “Essas mudanças administrativas poderão refletir no futuro e, talvez, no resgate da instituição”, avalia Eder Gatti, presidente do Simesp.

A eleição será por voto direto, individual e secreto. Contrera explica que o processo segue as normas preconizadas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e para se candidatar ao cargo é necessário que o médico tenha no mínimo dez anos de contratação no hospital, não há necessidade de titulações acadêmicas, nem limite de idade. O médico eleito exercerá a função pelo período de três anos, podendo ser reeleito uma vez.

Também está agendada para esta quinta-feira, 14, a eleição do novo provedor, outra pauta muito defendida pelos médicos. Mas, neste caso, apenas os 500 irmãos mesários têm direito a voto. O corpo clínico acredita que essas medidas ajudarão a recuperar a credibilidade da instituição.

Os médicos continuarão lutando para que haja revisão do “compromisso” (conjunto de regulamentos que rege a instituição); participação, como observadores, no conselho de gestão; mudanças administrativas que garantam maior transparência e agilidade nas decisões; elaboração de Plano de Cargos, Carreira e Salários; regras claras para o controle da jornada de trabalho; e quitação das dívidas trabalhistas.