Os problemas de contratualização enfrentados pela categoria médica junto às operadoras de convênios foi um dos destaques dos debates do seminário “A realidade sobre os planos de saúde”. Isso porque as empresas se recusam a definir índices de reajuste ou propõem índices abaixo da inflação, enquanto os aumentos praticados nas mensalidades aos beneficiários são sempre superiores, entre outros problemas. O evento, que aconteceu durante todo a quarta-feira (12/12) na sede a Ordem dos Advogados do Brasil -seção São Paulo (OAB-SP), reuniu representantes da área médica, da justiça e parlamentares, entre outros.
O diretor de Comunicação do Cremesp, João Ladislau Rosa, representou o presidente da Casa, Renato Azevedo e, também, o segundo vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda. Em seu pronunciamento, Ladislau, que acompanhou as negociações das entidades médicas com as operadoras, destacou que as empresas restringem a autonomia dos profissionais. Ele enfatizou ainda que a relação médico-paciente é distorcida por práticas das empresas que cerceiam as atividades dos profissionais, como a glosa de procedimentos e a não-autorização de exames, entre outros.
O seminário teve a coordenação de Paulo Oliver, presidente da Comissão de Estudos sobre Planos de Saúde e Assistência Médica da OAB-SP. O encontro teve ainda a participação de Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM); Emilio César Zilli, diretor de Defesa Associação Médica Brasileira; Márcio Costa Bichara, secretário de Saúde Suplementar da Federação Nacional dos Médicos (Fenam); Mara Gândara, presidente da Comissão de Defesa Profissional da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirugia Cérvico-Facial; e do deputado federal Eleuses Paiva, entre outras autoridades