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Problemas da saúde foram debatidos entre Simesp, secretaria da pasta e comissão de médicos

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24/08/2017 | Notícia Simesp

Problemas da saúde foram debatidos entre Simesp, secretaria da pasta e comissão de médicos

Na última quinta-feira, dia 17, houve uma reunião entre o secretário de Saúde de Osasco, José Carlos Vido, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, e comissão de médicos da região para debater problemas como equiparação salarial entre os médicos plantonistas e diaristas, prêmio incentivo e falta de insumos nas unidades de saúde do município. A falta de pagamento dos profissionais durante a troca de gestão do Hospital Municipal Antônio Giglio também foi pauta da reunião. O encontro faz parte da mesa de negociação permanente com a gestão, pleiteada pelo Simesp em abril.

Como solução de melhoria salarial, foi debatida a equiparação salarial entre os médicos plantonistas e diaristas. Atualmente, o salário dos plantonistas, que trabalham 12h/semana, é o mesmo dos diaristas, que trabalham 20h/semana. “O secretário afirmou que está sendo analisada a possibilidade da criação de um projeto de lei para que a equiparação aconteça. Nas próximas reuniões, iremos cobrar que seja realizado esse reajuste”, explicou Gatti.

Foi levado à reunião pelo presidente do Simesp, problemas nos critérios para o pagamento do prêmio incentivo, que considera apenas o número de consultas realizadas pelos médicos e a assiduidade. Segundo Gatti, se um médico não cumpre o número de atendimentos previstos, é porque seu paciente faltou ou não foram preenchidas todas as vagas de sua agenda. A secretaria aceitou elaborar uma nova proposta, juntamente com o Simesp, para redefinição dos critérios da produtividade dos médicos. Em razão disso, será formada uma comissão de médicos que discutirá o tema com a gestão, com o objetivo de formular uma proposta que substitua a atual.

Na reunião também foi questionada a falta de insumos e equipamentos nas unidades de saúde do município, o número insuficiente de salas para atendimento e a falta de manutenção nas unidades. “A secretaria reconheceu que existem problemas e informou que a organização das unidades será feita até o final deste ano. O Simesp cobrará que essas mudanças sejam feitas no prazo estipulado pela gestão”, afirmou Gatti.

Troca de gestão
Devido à transição de gestão do Hospital Municipal Antônio Giglio no final de abril, a Fundação ABC (antiga administradora) deixou a administração do serviço sem pagar os direitos trabalhistas dos médicos demitidos. O Simesp entrou com ação judicial para garantir os direitos de seus funcionários. O Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), nova organização social que gere o Hospital, não sub-rogou os antigos contratos dos médicos de cirurgia vascular, com vínculo CLT, para “quarteirizar” profissionais de outra empresa como pessoa jurídica (PJ), o que caracteriza vínculo precário de trabalho. Essa situação foi um dos temas do encontro.