12/05/2022 | Notícia Simesp

Presidente do Simesp fala no SP2 sobre o represamento de cirurgias na capital e no estado


O alto número de cirurgias represadas na rede pública do estado de São Paulo foi notícia nesta semana com a informação de que 600 mil pessoas aguardam na fila de espera. Frente a isso, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciou a contratação inicial de 30 mil procedimentos na rede privada e de, posteriormente, mais 30 mil. Em entrevista ao SP2, da TV Globo, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Victor Dourado, comentou sobre o tema.

A pandemia aumentou consideravelmente o represamento das cirurgias, quando os investimentos em saúde foram voltados ao combate da Covid-19. Em alguns momentos, as cirurgias eletivas tiveram paralisação completa. No entanto, o problema é anterior à emergência sanitária, bem como o é a desestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) a nível nacional, estadual e municipal.

De 2008 a 2018, mais de 40 mil leitos foram fechados no SUS (enquanto abriram leitos na rede privada). Nos dois primeiros anos de João Dória (PSDB) à frente do Governo do Estado, o investimento médio em saúde caiu para uma quantia 23% menor do que nos governos anteriores. Também no estado, os hospitais referência em cirurgias – Hospital Universitário, Hospital da Santa Casa e Hospital São Paulo (HSP) – sofrem desde 2016 com uma grave falta de investimentos. A ausência de insumos básicos e de trabalhadores vêm reduzindo os procedimentos de alta e média complexidade. Recentemente, a gestão privada do HSP pela Organização Social de Saúde (OSS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) demitiu 300 profissionais. Na Atenção Primária à Saúde (APS) não é possível encaminhar usuários à especialistas a nível secundário e terciário devido a falta de condições de atendimento.

Tudo isso ocorre quando o Estado vê a saúde como gasto e busca economizar, mesmo que em detrimento da vida das pessoas. Cada vez mais, os serviços essenciais são entregues para as OSS os gerirem como empresas, sendo comum cortarem o que não é rentável. Durante a pandemia, acreditou-se que haveria um investimento em saúde, capaz de melhorar problemas crônicos. Contudo, o dinheiro foi transferido para entidades privadas, ao invés de estruturar o SUS, comprar materiais e ampliar as equipes.

A transferência de dinheiro para hospitais privados fazerem “emergencialmente” tais procedimentos, não é só mais caro e muito aquém da necessidade, como também não incide na causa do problema. Com menos investimentos no setor hospitalar, em cirurgias e leitos, há uma menor capacidade de realização de cirurgias, demanda que aparece diariamente. O déficit vai aumentar porque a capacidade instalada de realização de cirurgias na rede pública é baixa.

É necessário investir mais nos hospitais, na estrutura do SUS e na contratação de profissionais, para que o sistema público seja capaz de absorver essa demanda, como disse o presidente do Simesp.

Confira a matéria completa, clicando aqui.



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