0,01%. Esse foi o reajuste salarial oferecido pela Prefeitura de São Paulo aos servidores municipais na tarde de 31 de maio, durante reunião do Sistema de Negociação Permanente (SINP).
O sistema, criado em 2002, reúne sindicatos e outras entidades e tem como objetivo discutir assuntos relativos aos funcionários públicos da capital paulista. Os representantes dos trabalhadores, por consenso, recusaram a proposta.
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) foi representado, na ocasião, pelo diretor José Erivalder Guimarães de Oliveira, secretário de Relações do Trabalho. “O atual governo, não tendo nenhum compromisso com os profissionais da saúde, reajusta os seus salários de forma fictícia”, critica José Erivalder Guimarães de Oliveira. “É ridículo”, ressalta.
“O Simesp vai lutar na mesa de negociação para que esse reajuste seja melhorado. Mas isso só irá acontecer se os médicos e os funcionários de uma forma geral se mobilizarem para pressionar esse governo que não tem nenhum compromisso com a saúde pública e com os médicos de São Paulo”, acrescenta.
Grupos de Trabalho
Na mesma ocasião, a Prefeitura sugeriu a formação de grupos de trabalho para discutir, por exemplo, a revisão da lei salarial (que é de janeiro de 2002) e questões relativas à saúde do servidor municipal (para debater, entre outras coisas, a prevenção da violência nos locais de trabalho).
José Erivalder Guimarães de Oliveira ressalta que o Sindicato dos Médicos de São Paulo quer fazer parte e colaborar com esses grupos, mas criticou a tentativa da Prefeitura de vincular essa participação à aceitação do reajuste de 0,01%. “Não vamos aceitar ou legitimar nenhuma proposta dessa natureza”, avisa.
Benefícios
7,42%. Esse foi o reajuste oferecido pela Prefeitura, também em 31 de maio, tanto para o auxílio-refeição quanto para o vale-alimentação. O assunto voltará a ser discutido em um próximo encontro, mas o poder municipal já sinalizou que está disposto a negociar um aumento maior.