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Prefeitura de São Paulo atrasa pagamentos

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19/02/2018 | Notícia Simesp

Prefeitura de São Paulo atrasa pagamentos

A Prefeitura de São Paulo atrasa, novamente, o pagamento a bolsa auxílio dos profissionais do Mais Médicos, do edital 12 do município. Segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a prefeitura não pagou, em 15 de fevereiro, os médicos da zona leste, parte da sudeste e norte (área mais atingida pelo surto de febre amarela).

“Esses profissionais atuam em regiões periféricas da cidade atendendo a população carente, em situação de vulnerabilidade e exposta a vários problemas sanitários. Então, quando a gestão do prefeito João Doria Jr. não efetuou o pagamento dos médicos, tratou esses profissionais com desrespeito, além de demonstrar que desrespeita e trata com descaso a população que depende de desses profissionais”, avalia Eder Gatti, presidente do Sindicato.

O médico Edson Medeiros, que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da zona norte de São Paulo, conta que mesmo com o frequente descaso da administração municipal, os médicos continuam atendendo. “Somos poucos os médicos que atuam nessas regiões mais afastadas e a população depende do nosso atendimento”, enfatiza.

Essa não é a primeira vez que o atraso acontece, somente no ano passado o salário referente ao mês de junho teve atraso de 16 dias, o de agosto, de 10 dias e o de outubro, de 24 dias. Os profissionais alegam estar sem dinheiro para os custos básicos do dia a dia, como se locomoverem até o local de trabalho. Medeiros, por exemplo, relata que ficou sem receber a bolsa auxílio todas as vezes que houve atraso.

Vínculo com a prefeitura

Segundo o diretor do Simesp, Gerson Salvador, apesar de o Mais Médicos ser uma iniciativa Federal, neste caso, especificamente, a responsabilidade pelo pagamento da bolsa e da ajuda de custo dos médicos é da prefeitura, por Acordo de Cooperação para ampliar o programa. “A prefeitura precisa arcar com o que é devido aos profissionais. Os médicos não podem pagar pelo descaso da gestão”, diz. E completa: “A Lei do Mais Médicos permite contratações precárias, dificulta o acesso à Justiça do Trabalho e a Prefeitura de São Paulo aproveita dessa fragilidade para não cumprir com seu compromisso”.