A proposta de aumento da remuneração dos médicos de saúde da família feita pela Secretaria Municipal de Saúde da Capital será examinada nesta sexta, 26, em assembleia extraordinária no Sindicato Médico do RS (SIMERS). Os diretores do Sindicato Adriana Rojas e Jorge Eltz tiveram a garantia do secretário adjunto Marcelo Bósio, durante reunião na última quinta (25), de que a colocação de guardas não armados começará pelas oito unidades apontadas pelo SIMERS como os focos de maior insegurança. A proposta oficial da Secretaria de Saúde será encaminhada ao SIMERS até a próxima terça-feira (30), para análise jurídica e da categoria.
A entidade médica defende que os seguranças sejam disponibilzados em todos os postos. Desde 2006, foram registradas 49 ocorrências na rede de saúde de Porto Alegre. Esta semana houve duas na região leste, uma envolvendo uma equipe de Estratégia de Saúde da Famíla (ESF).
Os diretores do Sindicato Adriana Rojas e Jorge Eltz reforçaram para Bósio a necessidade de ações que valorizem os profissionais. "Sem isso, um maior alcance das equipes com médicos fica comprometido", preveniu Adriana. Na plenária desta sexta, a partir das 18h30, no Sindicato, está na pauta a proposta de indicativo de greve, caso a oferta do município não atenda as expectativas.
O secretário adjunto reafirmou o interesse de diálogo e de busca de um acordo. Ele admitiu que o valor máximo disponível para o reajuste não corresponde ao reivindicado pelos médicos. Pela proposta, o município implementará gradativamente as metas de qualidade, num processo que deve ser finalizado em seis meses. Bósio citou que a oferta antecipa ações que estarão contempladas pelo Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF).