Outro agravante da proposta, levantado pelo presidente do Simesp, é o histórico da prefeitura de Osasco em relação a esse tipo de pagamento. “Já tivemos problemas porque eles atrelam o pagamento do prêmio incentivo à produtividade, o que não somos contra, mas o problema é que muitos médicos não produzem o que deveriam porque o sistema de agendamento do município não é eficiente e marca menos consultas do que o profissional está disponível para realizar. Esse sistema acaba subutilizando os médicos, que deixam de fazer maior número de consultas e procedimentos e são prejudicados no cálculo do prêmio. A prefeitura de Osasco precisa organizar melhor a rede de atenção à Saúde”, pondera.
Segundo Gatti, também há um movimento de cortes de prêmio incentivo em outros municípios, como aconteceu com os servidores municipais de Ribeirão Preto, o que pode acontecer também em Osasco. Além disso, esse valor não é levado em conta no momento do cálculo para aposentadoria, pois não é caracterizado com salário. “O ideal seria que a prefeitura oferecesse uma proposta que alterasse o salário, o que é mais seguro, e não vir com mais penduricalhos incertos. Caso contrário, o salário ainda seria baixo, o município continuaria perdendo profissionais, a rede de atenção à Saúde permaneceria sucateada e a população sofreria ainda mais com a falta de assistência”, avalia.
Desvalorização