“Para se ter uma ideia do absurdo da fala do prefeito, recebemos denúncias de que faltam luvas, álcool, gesso, seringas, soro fisiológico e estão sendo usadas caixas de papelão no lugar de caixas de perfuro (para descarte de materiais pontiagudos) no Serviço de Assistência Médica de Barueri (Sameb). Além disso, também faltam medicamentos como corticoides e medicamentos para asma e bronquite. Como é possível culpabilizar os funcionários pelo abandono dos serviços praticado pela gestão Furlan?”.
O Simesp tenta diálogo com o prefeito para encontrar saídas, mas até então não obteve nenhum tipo de resposta. “Furlan não quer ouvir os médicos e ainda engana a população. Os profissionais e as pessoas que dependem do Sameb e dos demais serviços de Barueri não podem se calar”, afirma Gatti.
Descaso surgiu desde a terceirização do Sameb
A OS substituiu médicos que eram concursados e experientes por profissionais terceirizados, com vínculos precários e salários desvalorizados. Como consequência, a população sofre desassistida, com falta de profissionais, superlotação no atendimento e uma péssima estrutura para pacientes de emergência. “Os médicos merecem condições dignas de trabalho e a população merece serviços de saúde de qualidade”, disse Gatti.
Vale ressaltar que, inicialmente, Furlan havia demitido os médicos do Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran sem realizar o pagamento de seus direitos trabalhistas.