O reconhecimento da preceptoria como trabalho médico foi tema do último Simesp Debate, realizado na noite do dia 11 de dezembro, na sede do Simesp. O evento contou com a participação de preceptores e profissionais da saúde interessados no assunto.
“O objetivo deste Simesp Debate é discutir os conceitos de preceptoria e os vários tipos de contratos de trabalho que são feitos com os preceptores, sejam nas instituições de ensino ou nos serviços de saúde da rede municipal de São Paulo, alguns, inclusive, são contratos de trabalho precarizado”, explica Ademir Lopes Júnior, secretário de Formação Sindical e Sindicalização, que fará a mediação do debate.
Sandra Regina Godoy, coordenadora do Comitê Municipal dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde (Coapes) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e debatedora, reconheceu que o valor pago aos preceptores ligados a SMS é um valor irrisório, de apenas de R$ 78,00. “Dá até vergonha de falar esse valor, precisamos mudar esse quadro”.
Sobre a atividade em si, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, também uma das debatedoras, acredita que um bom preceptor também é um bom médico. “Só o médico que está atendendo diariamente será um bom preceptor porque ele precisa testar o que ele está orientando.”