Em resposta às declarações do secretário municipal de saúde de São Paulo, José de Filippi Júnior, o presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, alega que o sucateamento da saúde pública não se dá apenas por leitos vazios e falta de médicos, mas sim pela falta de recursos básicos como diversos tipos de insumos – materiais, instrumentos, aparelhos para exames -, a carência de profissionais da equipe multidisciplinar (enfermeiros, auxiliares, entre outros), a ausência de plano de carreira adequado. “Falta principalmente uma determinação política por parte do governo que encare a saúde como prioridade”.
A falta de médicos se dá pelos baixos salários e pelas más condições de trabalho. Além de dispender recursos para sanar o caos que se encontra hoje a saúde pública de São Paulo e do País, o presidente do Simesp acredita que é necessário haver concurso público rigoroso para selecionar profissionais. “Com essas medidas, as condições de trabalho estarão adequadas, a seleção será eficiente e o salário condizente”, finaliza Carvalhaes.