Na última sexta-feira, 10, os médicos da Santa Casa deliberaram, em assembleia, entrar com uma ação coletiva na justiça para cobrar as dívidas trabalhistas. Quase 500 médicos estão sem receber o salário de novembro e 13º. A Santa Casa propõe pagar os atrasados em 36 parcelas, a partir de agosto ou pagamento imediato mediante possível venda de imóvel localizado na avenida Paulista.
Para o assessor jurídico do Simesp, Edson Gramuglia, a ação é uma forma de garantir que o valor arrecadado com a venda do imóvel seja realmente destinado à quitação dos atrasados. A dívida trabalhista é R$ 46 milhões, sendo R$ 24 milhões referentes aos salários de novembro e 13º e R$ 22 milhões de multas.
Na assembleia, o presidente do Simesp, Eder Gatti, expôs que haverá eleição do diretor clínico conforme as regras do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e que, na semana que vem, haverá a primeira reunião para discutir a reforma do “compromisso” (estatuto) da instituição.
Os médicos foram informados de que a Santa Casa tem até o dia 17 de abril para apresentar medida concreta de venda dos imóveis. O prazo foi estipulado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); os representantes da Santa Casa se comprometeram a dar um parecer até a data limite. A Santa Casa liberou uma nova listagem de 10 imóveis disponíveis para venda, com o valor estimado de R$ 33 milhões, além de mais um imóvel na av. São Luiz com valor estimado de R$ 30 milhões.
Os médicos marcaram uma nova manifestação para o dia 23 de abril, quinta-feira, às 9h, em frente à provedoria da instituição. Os profissionais exigem antecipação da eleição para provedor e mesa administrativa; e participação no conselho de gestão. O protesto é iniciativa da Associação dos Médicos da Santa Casa e conta com apoio do Simesp. Após a manifestação haverá assembleia dos médicos.