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Planos não apresentam propostas, médicos paralisam atendimento

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01/07/2011 | Notícia Simesp

Planos não apresentam propostas, médicos paralisam atendimento

Os médicos de São Paulo decidiram em assembleia na noite de 30 de junho iniciar movimento de paralisação sequencial no atendimento aos planos de saúde. A fim de não prejudicar os usuários, a proposta é a cada semana uma especialidade suspender o atendimento as operadoras que sequer responderam ao pedido de negociação das entidades médicas. Em breve será apresentado o cronograma do movimento.

Desde a última mobilização no dia 7 de abril, representantes dos médicos vêm tentando dialogar com a saúde suplementar. Quinze delas foram procuradas, dez não responderam e terão o atendimento paralisado: Notredame, Porto Seguro, Gama Saúde, Green Line, Intermédica, ABET (Telefônica), Caixa Econômica Federal, Cassi (Banco do Brasil), Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e Embratel.

Para as demais (Amil, Golden Cross, Medial, Geap e Marítima, além da Amico, que procurou as entidades espontaneamente), que responderam de forma insatisfatória, ficou decidido pela continuidade da negociação no prazo de 30 dias. Além disso, a assembleia, que reuniu cerca de 500 médicos, reconheceu a comissão formada por representantes do Simesp, Cremesp e APM, como legítima representante do movimento, sendo inclusive agendada reunião para a próxima segunda-feira, dia 4.

Os médicos reivindicam, entre outros, elevação do valor da consulta para R$ 80,00; procedimentos atualizados proporcionalmente de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM); regularização dos contratos com a inserção de cláusula de reajuste anual com base no índice autorizado pela ANS para os planos individuais e o fim da interferência na atividade médica e do controle nas solicitações de exames.

Para Cid Carvalhaes, presidente do Simesp e representante da comissão, os médicos estão sendo massacrados por lucros abusivos das operadoras. “Somos explorados. Nossa atividade profissional é invadida e os direitos elementares dos pacientes são restritos. É momento de dizer chega! Defendemos a ética e nossa sobrevivência.”

O presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, afirmou que é hora de agir. “Temos de ter, no mínimo, respeito por parte dos planos de saúde. A média da remuneração por consulta é de R$ 30,00 (bruto). Impossível continuar desse jeito. 2011 continuará sendo um ano de mobilização”.

A luta dos médicos conta com importante apoio da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). Para a advogada da entidade Tatiana Viola de Queiroz trata-se de uma luta justa. “O serviço médico deve ser prestado com mais qualidade. É importante o esclarecimento ao paciente sobre a interferência sofrida. Somos solidários à causa”.