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Perspectivas para 2013 – O que será da Saúde?

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31/01/2013 | Notícia Simesp

Perspectivas para 2013 – O que será da Saúde?

Mal começou, e 2013 já trouxe muita ansiedade para o setor de saúde. Os ânimos exaltados são consequência dos desdobramentos de 2012, um ano conturbado para planos de saúde, que sofreram retaliações da ANS; para hospitais particulares, que viram suas emergências lotadas; e para médicos, que reivindicaram fortemente por remuneração mais digna.

Para o início deste ano, ainda estava previsto o início de dois projetos piloto que devem transformar o mercado de saúde: um deles trabalha com um novo modelo de remuneração, baseado em pacotes; e o outro determina programas básicos de qualificação a toda rede prestadora de serviços.

Enquanto isso, num âmbito mais global, o governo luta para aquecer a economia, que sobreviveu de faíscas em 2012. O pífio crescimento do PIB e o fantasma da inflação acenderam o sinal amarelo dos analistas. O governo prometeu, então, incentivo e desoneração tributária para diversos setores. Menos para a saúde.

A pedido da equipe de redação do site do Sindhosp, duas lideranças da saúde carioca opinaram sobre este cenário, apontando caminhos para a mudança. Para Fernando Antonio Boigues, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SindhRio), a expectativa é que seja um ano de muitos embates, já que o setor Saúde passará a ser cobrado muito mais em relação aos programas de qualificação e terá de se adaptar a um novo modelo de pagamentos.

Isso para citar apenas algumas das novas exigências que virão. "Diante de tantas mudanças, e sendo o setor privado de saúde tão importante para a assistência dos brasileiros, lutaremos para que o governo nos conceda a contrapartida da desoneração tributária, assim como tem feito em tantas outras atividades econômicas", disse.

Boigues afirmou, ainda, que o setor precisa de estímulo para, inclusive, enfrentar a concorrência, que se molda em um cenário formado por grandes grupos consolidados. "Afinal, um governo que se diz voltado para o desenvolvimento econômico e bem-estar de seus trabalhadores não pode se esquecer da Saúde em seu planejamento estratégico de crescimento."

Já Josier Vilar, presidente do Movimento Junta Rio pela Saúde e do Comitê de Medicina e Saúde da ACRJ, a Saúde está vivendo um dilema: compatibilizar incorporação dos inovadores mas dispendiosos recursos tecnológicos na velocidade que o moderno "mundo digital "fornece, com os limitados recursos financeiros para financia-los que estão atrelados a valores de um antigo mundo analógico.

"Este é o grande desafio da saúde para 2013. Construir um modelo de governança que sem perder o foco nos pacientes, dê sustentabilidade ao complexo industrial da saúde.

E isto passa obrigatoriamente pela melhor qualificação das pessoas que operam o nosso setor. Estamos, portanto, diante de uma grande oportunidade política: melhorar os processos de gestão e a qualificação das pessoas. Isto fará toda a diferença do mundo em um futuro próximo."