Para cumprir meta e promessa de campanha – e sem conseguir emplacar uma Parceria Público-Privada (PPP) avaliada em R$ 6 bilhões para a construção de três hospitais -, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, publicou ontem a desapropriação de três imóveis que serão transformados em novas unidades, com 175 leitos.
O plano é adaptar prédios existentes no Carrão, na zona leste, Capela do Socorro, zona sul, e Freguesia do Ó, zona norte. Dois deles já eram antigos hospitais. A reforma será custeada pela Secretaria Municipal da Saúde, mas a administração dos equipamentos deverá ser repassada a uma Organização Social (OS). O valor do investimento não está fechado nem consta do orçamento deste ano.
As unidades não serão provisórias, segundo a Prefeitura – diferentemente do que chegou a ser divulgado em 2010. Os hospitais devem ser incorporados à rede municipal, mesmo que se consiga dar andamento à PPP, suspensa pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, afirma que é preciso cuidado ao adaptar um prédio já existente. "Não é fácil, como parece, fazer a adaptação de um imóvel. Nem barato. É sabido que, às vezes, é melhor construir do que reformar. Mesmo a adaptação de hospitais abandonados é difícil porque as construções são, em sua maioria, obsoletas", avalia.
Sorocabana. Fechado desde setembro de 2010, o Hospital Sorocabana, na Lapa, zona oeste, deve reabrir as portas no segundo semestre, já municipalizado, para ofertar 120 leitos. O termo de cessão de uso do terreno que abriga a unidade foi entregue pelo governo estadual, dono da área, e tem prazo de 20 anos.