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Organizações Sociais rejeitam usar índice inflacionário em reajuste

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19/02/2016 | Notícia Simesp

Organizações Sociais rejeitam usar índice inflacionário em reajuste

Em audiência ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na zona central da capital paulista, o Sindicato das Santas Casas, Organizações Sociais e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo (Sindhosfil-SP) se recusou, novamente, a rever a oferta de reajuste salarial oferecida aos médicos.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) reivindica reajuste de 9,88% sem qualquer parcelamento desse índice. Esse percentual é compatível com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Sindhosfil-SP, no entanto, insiste no parcelamento do índice. O reajuste se daria, pela proposta do Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em duas etapas: 5,5% (a partir 1º de setembro) e 4,38% (a partir 1º de novembro).

O Simesp repudia o pagamento fracionado do reajuste, embora aceite negociar o da diferença salarial.
“Podemos parcelar a diferença salarial desde setembro de 2015, mas não aceitamos parcelar o índice de reajuste, pois acarretará perdas financeiras ao médico. Se o Sindhosfil não quiser negociar, deixaremos a decisão para a Justiça do Trabalho”, enfatiza o presidente do Simesp, Eder Gatti.

Para conhecer a pauta de reivindicações do Simesp, clique aqui.

Avanço

Na Campanha Salarial 2014, o Simesp acabou com a prática de fracionamento do reajuste imposta há anos pelo Sindhosfil-SP, representante patronal com maior número de vínculos empregatícios com o qual o Sindicato mantém negociação: são mais de 15,5 mil.

De acordo com estudo realizado pelo Simesp, com a prática de fracionamento, os médicos acumularam, no período de setembro de 2005 ao mesmo mês de 2014, perdas que chegam a 64,55% de um salário.