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Número de médicos mortos por Covi-19 chega a 217 no Dia Nacional de Luta e Luto

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07/08/2020 | Coronavírus

Número de médicos mortos por Covi-19 chega a 217 no Dia Nacional de Luta e Luto

Quando o Brasil está prestes a alcançar a vergonhosa marca de 100 mil mortos por Covid-19 (coronavírus), o número de médicos que faleceram devido à doença já alcança a marca de 217 hoje, dia 7 de agosto, marcado como Dia Nacional de Luta e Luto. A data foi escolhida pelas centrais sindicais como uma forma de mobilização conjunta dos trabalhadores contra a política genocida do governo Bolsonaro. Atos aconteceram pela por 100 minutos nos locais de trabalho por cada minuto representar mil mortos. De acordo com Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), não se pode normalizar as mortes e os casos de coronavírus.

Enquanto as mortes aumentam exponencialmente, cerca de 50% da verba já liberada para ser gasta com ações de enfrentamento da pandemia pelo Ministério da Saúde (MS) ainda não foi utilizada. O Tribunal de Contas da União (TCU) questionou qual foi o critério do MS do uso dessa verba porque, segundo Juliana, não foi apresentado nenhum para a distribuição desses valores. “Temos um governo federal que sabota o enfrentamento da pandemia por meio do negacionismo da doença, tentando normalizar o exorbitante número de casos no país, e não exerce sua competência com adequado repasse para os locais que precisam. Cada vida perdida até agora não tem volta.”

Denúncias no Tribunal internacional de Haia

De acordo com reportagem da BBC, o presidente Jair Bolsonaro já é alvo de cinco representações criminais no Tribunal Penal Internacional (TPI), Corte sediada em Haia, na Holanda, que julga graves violações de direitos humanos, como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A última queixa contra ele foi apresentada no 27 de julho pela Rede Sindical Brasileira UNISaúde, que representa mais de um milhão de profissionais do setor no país. A organização acusa Bolsonaro de crime contra a humanidade e genocídio por sua atuação na pandemia.