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Novos registros de médicas ultrapassam aos de médicos e mulheres já são maioria em especialidades básicas

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07/03/2014 | Notícia Simesp

Novos registros de médicas ultrapassam aos de médicos e mulheres já são maioria em especialidades básicas

O número de novos registros de médicas no país vem ultrapassando o de médicos nos últimos cinco anos, de acordo com a pesquisa “Demografia Médica no Brasil – Volume 2 – Cenários, indicadores e distribuição”, realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Quando se compara o conjunto de médicos na ativa, as mulheres representam 40,82% do total de profissionais, contra 59,18% dos homens. Contudo, projeta-se que, em 2028, o número de mulheres passará o de homens, quando serão 50,23% contra 49,77%. Já em 2050, serão 500 mil médicas brasileiras, ou seja, 55,66% do total de médicos em atividade.

Especialidades

Apesar da predominância masculina em 40 das 53 especialidades, as mulheres são maioria em quatro das seis básicas: Pediatria (69,63%), Medicina de Família (54,63%), Clínica Médica (50,96%) e Ginecologia e Obstetrícia (50,53%).

Além destas quatro áreas básicas, as mulheres são maioria, com mais de 60%, em Dermatologia (72,90%), Genética Médica (66,50%), Endocrinologia e Metabologia (65,01%) e em Alergia e Imunologia (60,83%). Também, chama a atenção a Infectologia, com 55,52% de profissionais do sexo feminino.

Novos registros
Em 2009, foram registradas 7.933 (50,15%) mulheres no Conselho Federal contra 7.885 (47,11%) homens. Desde então, nos anos seguintes, a diferença continuou a aumentar. Em 2012, números preliminares apontam o grupo feminino com 53,46%.

Em 2011, as mulheres passaram a ser maioria dentro do grupo de médicos com 29 anos ou menos. Dos 51.070 profissionais da Medicina nessa faixa etária, 54,50% são mulheres. Já nas faixas etárias mais idosas, a predominância masculina é maior. Porém, o número de médicas entre as faixas mais jovens é sempre crescente.

Fenômeno global

Segundo o artigo “Mais mulheres na medicina: fenômeno global e positivo”, presente no estudo e escrito pelo coordenador da pesquisa Demografia Médica no Brasil, Mário Scheffer, não é apenas no Brasil que as mulheres estão mais presentes na Medicina. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a porcentagem de médicas passou de 28,7% para 38,3% entre 1990 e 2005. Já nos Estados Unidos e no Canadá, elas já eram maioria entre os estudantes. Em países como a Inglaterra, Irlanda e Noruega, na década de 1990, os cursos de graduação de Medicina contavam com a maioria feminina.

Fonte: Demografia Médica no Brasil – Volume 2 – Cenários, indicadores e distribuição http://www.cremesp.org.br/pdfs/DemografiaMedicaBrasilVol2.pdf