As organizações sociais passaram a administrar o HMU e o HMCA no dia 23 de agosto. De acordo com o presidente do Simesp, Eder Gatti, a situação é de extrema irresponsabilidade das OSs. “As organizações sociais estão contratando sem nenhum tipo de critério, correndo o risco de oferecer trabalho para profissionais que podem não ser qualificados para a posição. Estamos falando de dois serviços de especialidade que acabam perdendo a sua qualidade e quem sofre é a população”.
Gatti ainda explica que esses profissionais estão sendo contratados sem nenhum vínculo formal, deixando a situação propensa a novos calotes, sem garantias aos médicos. “A saúde de Guarulhos está dando sinais de falência, a população sente falta da assistência e a responsabilidade é do prefeito Gustavo Henric Costa (Guti)”.
Calote de três meses
“A prefeitura tomou uma atitude falha em terceirizar o serviço e agora não consegue honrar com isso, o que demonstra que o modelo é equivocado e falido”, pontua Gatti e completa: “O salário é um direito dos profissionais e o Simesp não admitirá que as obrigações dos empregadores não sejam cumpridas. Independentemente dos intermediários, o bom funcionamento da rede de saúde é responsabilidade da prefeitura, que deveria resolver a situação”.