O Simesp, em consonância com seu compromisso permanente com a defesa dos trabalhadores, da liberdade e da justiça social, se posiciona sobre o segundo turno das eleições presidenciais.
Nas eleições deste ano, está em disputa também o futuro das condições de vida, de trabalho e de luta da população brasileira. Para o Simesp, é fundamental deixar claro o que está em jogo e reafirmar uma posição inequívoca de rejeição ao projeto político representado pelo bolsonarismo.
Não esquecemos o que vivemos durante a pandemia de Covid-19. O enfrentamento da maior emergência sanitária das últimas décadas foi marcado pelo desprezo pela ciência, com o governo federal, representado por Jair Bolsonaro, contrariando evidências e orientações das autoridades sanitárias. Profissionais de saúde estiveram na linha de frente, submetidos a jornadas exaustivas, insegurança e condições inadequadas de trabalho. A política de negacionismo e desmonte do SUS também custou centenas de milhares de vidas de trabalhadores.
A defesa da ciência não é uma questão abstrata. Para quem trabalha na saúde, ela significa defender o direito da população a políticas públicas orientadas por evidências, vacinas, prevenção, assistência e cuidado. Significa também respeitar os profissionais responsáveis por colocar essas políticas em prática.
Além disso, defender o Sistema Único de Saúde é defender o acesso universal à saúde, à valorização dos trabalhadores e às condições de vida da população.
Também estão ainda mais ameaçados os direitos trabalhistas, a aposentadoria, os salários e pisos profissionais, as universidades públicas, a liberdade de associação sindical e de organização dos movimentos sociais, e a soberania nacional.
Diante dessas ameaças, não há espaço para a neutralidade.
O Simesp convoca médicas e médicos a se organizarem, debaterem nos locais de trabalho e dialogarem com a população. É preciso disputar consciências com informação, argumentos e fatos. É preciso enfrentar a desinformação e deixar evidente o que representa o projeto político bolsonarista para os trabalhadores, para a ciência e para o SUS.
Nossa posição não significa abrir mão da independência política e de classe. Somente a força dos trabalhadores organizados será capaz de produzir vitórias concretas. Seguiremos defendendo este princípio e mantendo a autonomia e a postura crítica diante de qualquer governo, combatendo todas as medidas que se coloquem contra os interesses dos trabalhadores.
Mas independência não significa indiferença diante da história.
No segundo turno, o Simesp se posiciona em defesa da ciência e do SUS, em defesa das condições de vida e de luta dos trabalhadores brasileiros e contra o avanço do reacionarismo.
Seguiremos nas ruas, nos locais de trabalho e junto à população em defesa da transformação da sociedade no interesse dos trabalhadores.
Em defesa das condições de vida e de luta dos trabalhadores.
Em defesa da ciência.
Contra o reacionarismo.
Em defesa do SUS!