Simultaneamente ao lançamento da campanha, acontecerá a 21ª edição do Simesp Seminário com o mesmo tema, que trará como debatedores Mário Scheffer, autor do estudo “O que explica a diferença salarial entre médicas e médicos no Brasil?”, e Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Juliana Salles, diretora do Simesp que idealizou a campanha e mediadora do debate, explica que além da campanha de conscientização, como medida efetiva para diminuir a diferença salarial entre os gêneros, a igualdade de remuneração será debatida em todas as tratativas do sindicato, tanto com entidades patronais quanto com as prefeituras e estado em convenções e negociações coletivas para a categoria. “O Simesp defenderá em todas suas negociações com os empregadores que a mulher médica tenha a mesma remuneração que seus pares.”
De acordo com a pesquisa de Scheffer, publicada no BMJ Open, o montante de 80% das mulheres está concentrado nas três menores faixas salariais da categoria médica. A pesquisa também aponta que médicas especialistas ganham menos que seus pares homens e que a chance delas de alcançar os maiores salários na medicina é de apenas 4,1%, contra 17,1% deles.