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Negociações das entidades médicas com o Conselho de Defesa Econômica evoluem

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02/08/2012 | Notícia Simesp

Negociações das entidades médicas com o Conselho de Defesa Econômica evoluem

Em mais uma reunião com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), realizada nesta quarta-feira (01), as entidades médicas (Fenam, CFM e AMB) avançaram nas negociações que contemplam as paralisações no atendimento aos segurados de planos de saúde.

Os dirigentes do movimento médico pediram revisão de três itens em documento apresentado pelo CADE. No texto, o órgão proíbe greve por tempo indeterminado e razoado, protege médicos que não aderem à paralisação e atendem a valores abaixo e coíbe que usuários sejam ressarcidos pelas operadoras.

Segundo o diretor de formação profissional e residência médica da Fenam, Antônio José F. P. dos Santos, operadoras, médicos e usuários estão caminhando bem para chegar a um consenso.

"Todos nós nos preocupamos com o usuário e uma saúde de qualidade. A Fenam compreende a posição do CADE, que vem evoluindo desde o início das discussões. Um bom acordo entre todos os envolvidos está próximo de ser fechado", destacou.

O CADE também defende que a CBHPM não seja obrigatória e que possa ter variações de acordo com o estado e com os próprios médicos, para evitar possível cartel.

Um novo encontro está previsto até o dia 13 deste mês. O CADE prometeu analisar os pontos levantados pelos dirigentes e fazer novas adaptações ao documento. O dirigente da Fenam ainda completa que as entidades esperam chegar a uma solução para que todos os processos relativos às paralisações de 2011 desapareçam e que os médicos possam desenvolver suas atividades com segurança, direitos e principalmente sem prejudicar os usuários.