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Não há data estabelecida para fim do Mais Médicos, afirma coordenador

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13/11/2013 | Notícia Simesp

Não há data estabelecida para fim do Mais Médicos, afirma coordenador

Embora a legislação que criou o Mais Médicos tenha prazo até 2018 para manter profissionais estrangeiros no país, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde e coordenador do projeto, Mozart Sales, disse nesta quarta-feira (13), não haver uma data estabelecida para eles encerrarem a participação no plano.

"Não tem uma data estabelecida como uma data final", disse, após o encerramento do III Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Centro de Convenções de Olinda, no Grande Recife. "É uma coisa que o país vai avaliar, vai perceber o andamento das ações do programa", observou.

De acordo com a diretora-geral assistente da OMS, Marie-Paule Kieny, o Mais Médicos é "interessante", mas ela defendeu que a importação dos profissionais deve ser apenas temporária, como está planejado pelo governo brasileiro. A mesma opinião havia sido explicitada pela diretora da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), Carissa Etienne, para quem o programa "é só um começo, uma intervenção de curto prazo", enquanto o país busca alcançar o parâmetro estipulado pela OMS, de 34,5 profissionais da área por dez mil habitantes para ser considerado prestador de assistência global no setor.

Deficitário, o Brasil tem 31,4 mil profissionais por dez mil habitantes e está na 19ª posição nas Américas, conforme relatório divulgado pelo fórum internacional. Está atrás de Cuba, Estados Unidos, Venezuela e Paraguai. Marie-Paule alertou que o déficit de profissionais da saúde no mundo poderá chegar a 12,9 até 2035 se as administrações públicas de todo o planeta nada fizerem em relação ao assunto. Atualmente, este déficit é de 7,2 milhões.