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Mutirão de assinaturas para PL que pede 10% da receita da União para o SUS obtém mais seis mil adesões

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15/04/2013 | Notícia Simesp

Mutirão de assinaturas para PL que pede 10% da receita da União para o SUS obtém mais seis mil adesões

O mutirão para coleta de assinaturas em prol de um Projeto de Lei que pede o repasse de 10% das receitas correntes brutas da União para o Sistema Único de Saúde (SUS), realizado nesta sexta-feira (12/04) na capital paulista, obteve cerca de seis mil novas adesões em um dia, de acordo com o resultado preliminar anunciado pelos organizadores.

Participaram do mutirão, que aconteceu na Praça da Sé, das 10h às 18h, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a Associação Paulista de Medicina (APM), o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e diversas outras instituições da sociedade civil.

De acordo com Marun David Cury, diretor adjunto de defesa profissional da APM, durante o mutirão na Praça da Sé foram entregues muitos formulários para que as pessoas pudessem coletar assinaturas em seus bairros e locais de trabalho, o que deverá resultar em mais adesões. Ainda segundo Marun, em São Paulo deverá sediar pelo menos mais dois mutirões, um deles possivelmente em 1º de maio, durante as celebrações pelo Dia do Trabalho.

A iniciativa do Movimento Nacional em Defesa da Saúde foi lançada em fevereiro de 2012, com o objetivo arrecadar assinaturas em favor do Projeto de Lei de Iniciativa Popular que altera a Lei 141/2012 e assegura o repasse de 10% das receitas da União à saúde pública, o que representaria um acréscimo de cerca de R$ 35 bilhões anuais ao setor. Para ser levado ao Congresso Nacional, o projeto de lei precisará da assinatura de pelo menos 1% dos eleitores brasileiros (cerca de 1,5 milhão). Um balanço preliminar nacional, divulgado na semana passada, indicava que o movimento já havia alcançado cerca de 1,25 milhão de assinaturas.

Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, o engajamento e participação popular são muito importantes para concretizar o SUS. ‘É preciso mobilizar a sociedade para viabilizar o sistema de atendimento universal, integral, igualitário e gratuito”, declarou Azevedo.