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Museu do Marcapasso reúne mais de 500 peças

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24/09/2013 | Notícia Simesp

Museu do Marcapasso reúne mais de 500 peças

Os participantes do 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, no período de 28 de setembro a 1º de outubro, vão ter a oportunidade de conhecer uma preciosidade da cardiologia nacional: O Museu do Marcapasso do DECA – Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV).

O maior acervo sobre estimulação cardíaca artificial do mundo tem mais de 500 peças, entre geradores de marcapassos antigos, cabos-eletrodos, cartazes, fitas cassete, fitas de vídeo, fotografias, programadores antigos, livros, folders, filmes V8 e peças originais fabricadas artesanalmente na antiga oficina do Instituto de Cardiologia do Estado de São Paulo. “No final de 1974, comecei a colecionar geradores de marcapasso com desgastes, que eram substituídos du­rante as cirurgias de pacientes em Uberaba. Em um ano, já tinha conseguido um grande número de peças”, lembra Celso Salgado de Melo, o criador do Museu.

O cardiologista conta que a principal ajuda para reunir as peças foi do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial do Insti­tuto Dante Pazzanese de Cardiologia, do acervo de Décio Kormann, e de colegas de várias regiões do Brasil, que enviaram marcapassos e outros equipamentos.

O acervo também tem peças internacionais. “Nesses anos de história, mantivemos muitos inter­câmbios, principalmente com Seymour Furman, respon­sável pelo museu da Heart Rhythm Society, presente em vários congres­sos americanos. Muitas peças repetidas foram trocados com eles. Enviamos também várias peças para o museu da Bakken Society and Library, de Minneapolis (EUA)”, explica.

Recentemente, todas as peças foram fotografadas e catalogadas pelo fotógrafo Gilson Anunciação. “Gilson fez um ótimo trabalho e, além disso, ajudou a criar um site próprio do Museu (http://www.deca.org.br/museu/) que pode ser acessado por todos que desejam conhecer a fantástica história da estimulação cardíaca artificial”, finaliza Celso Salgado de Melo.