Editada na semana passada, a medida provisória (MP) que instituiu o programa Mais Médicos já foi alvo de 548 emendas no Congresso. Boa parte delas ataca os dois pontos mais polêmicos do texto, como a obrigatoriedade de os estudantes de medicina que começarem o curso a partir de 2015 terem de trabalhar dois anos no SUS para conseguir o diploma.
O outro ponto da discórdia é a possibilidade de trazer médicos formados no exterior sem a necessidade de revalidação do diploma, desde que eles aceitem trabalhar em regiões onde há carência desses profissionais.
Na segunda-feira, venceu o prazo para apresentar emendas à MP. Até agora, 71 dos 594 parlamentares, entre deputados e senadores, já tinham feito isso. Apenas 11 parlamentares foram responsáveis por apresentar 311 emendas. O campeão foi o deputado Mandetta, com 50 emendas, seguido pelos deputados Armando Vergílio, com 34 emendas, Eleuses Paiva, com 31.