Durante nova reunião da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, ontem, dia 15, os deputados entraram em um acordo e aprovaram o relatório do deputado João Caramez, relator da Comissão, que inclui a emenda solicitada pelos residentes que dispõe sobre a inclusão do repasse da bolsa-auxílio para o orçamento de 2017. “Nossa reivindicação foi inclusa negociarmos com o poder executivo e também com os parlamentares. Agora irá para o plenário, que, a princípio, votará na próxima terça-feira, dia 20”, explica Rafael Santos, um dos líderes do movimento e residente do Hospital das Clínicas.
Em relação ao andamento das negociações, a maior parte dos residentes não está mais com os atendimentos paralisados, mantendo apenas estado de greve. “Os residentes da Usp e de Botucatu ainda permanecem em greve até a votação. Caso a emenda seja aprovada, a greve será interrompida automaticamente”.
Sobre o movimento
Os residentes exigem que o governador Geraldo Alckmin conceda reajuste de 11,9% no valor das bolsas (determinado pelo governo federal, por meio da Portaria Interministerial n° 3, a partir de março desse ano), esse valor representa apenas 0,01% do orçamento da saúde. Em função disso e de outros problemas, residentes de várias regiões do estado estão em greve desde o dia 10 de novembro, mantendo 30% dos atendimentos. São 6.552 médicos que recebem suas bolsas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Todos os outros estados já receberam o repasse, menos São Paulo, considerado o mais rico. Atualmente o valor líquido da nossa bolsa-auxílio é de aproximadamente R$ 2.600, e o bruto de R$2975. Com o reajuste, o líquido passará para cerca de R$ 2.900 e o bruto para exatos R$ 3.330,43.