Os médicos do Estado de Mato Grosso encontram-se em movimento de paralisação pela melhoria das condições do desempenho profissional em benefício dos usuários e do sistema único de saúde.
Além de reivindicarem atenção aos princípios gerais que regem a administração pública, pleiteiam um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) e admissão de mais médicos por concurso público.
Pugnam, também, para que nenhum médico seja contratado por Organizações Sociais, quaisquer que sejam elas, credenciadas ou que vierem a ser credenciadas a assumirem a gestão das unidades de saúde no Estado.
Defendem que os gestores públicos ouçam a categoria médica com urgência, uma vez que a Secretaria Estadual da Saúde anunciou para muito próximo algumas Organizações Sociais começariam a "operar" no município de Rondonópolis, onde há um Hospital Regional. Ao lado disso, há rumores de que, em franca desatenção aos princípios que norteiam a ética médica, seriam trazidos médicos de outros estados para ocuparem postos dos médicos que aderiram à paralisação.
A FENAM recomenda aos médicos do Estado do Mato Grosso que não assinem nenhum contrato de trabalho com a secretaria de saúde sem antes receber a aprovação do sindicato dos médicos. Diante disso, a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) manifesta integral adesão à justa e legítima reivindicação, ao mesmo tempo em que empresta apoio à luta do Sindicato dos Médicos do Mato Grosso.
A FENAM posiciona-se ainda pela retomada do diálogo nos estados, onde, eventualmente, prevaleçam conflitos da ordem como o que no momento acomete o estado do Mato Grosso.
Brasília, 01 de julho de 2011
Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente
Mario Antonio Ferrari
Secretário Geral