Com o slogan o Brasil tem urgência de ser bem tratado, especialmente no campo da saúde, os Conselhos de Medicina de todo país lançaram este mês uma campanha de valorização do médico. Neste ano de 2012, o Dia do Médico, 18 de outubro, será marcado pelos protestos deflagrados em todo o país contra planos de saúde, pela crítica à falta de políticas públicas que valorizem o profissional e à insuficiência de recursos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
"Os médicos exigem melhorias em suas condições de trabalho e na rede assistencial. Em busca de lucros astronômicos, os abusos das operadoras de planos de saúde contra médicos e pacientes só aumentam. Apoiamos incondicionalmente os atos de protestos e a mobilização nacional dos profissionais”, afirmou Renato Azevedo, presidente do Cremesp.
No Estado de São Paulo, o movimento vem sendo marcado pela suspensão do atendimento a um grupo de planos – Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Trasmontano, Universal -, além de paralisação em rodízio de especialidade.
A campanha também lembra que o trabalho médico no serviço público deve ser valorizado. “É preciso uma política pública clara de formação adequada que incentive o médico a assumir compromisso com o SUS, através de uma carreira de Estado, com remuneração compatível com sua formação e responsabilidade”, defendeu Azevedo.
“O enfrentamento destas questões nos dá mais força para continuar lutando por uma saúde justa e de qualidade para a população brasileira e para que, de fato, o médico possa celebrar o seu dia como um profissional efetivamente valorizado”, afirmou Azevedo. “Nossa mobilização no mês em que se comemora o Dia do Médico é um movimento de esperança de que a sociedade brasileira um dia forçará nossos governantes a verdadeiramente, e não apenas em discursos, considerar a saúde uma prioridade da Nação e seus médicos, profissionais respeitados”, concluiu o presidente do Cremesp.