Na última terça-feira, 20, o Congresso Nacional votou pela manutenção dos dez vetos ao Ato Médico e ontem, 21, assinou termo de cooperação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para contratar coletivamente 4 mil médicos de Cuba para atuar no Brasil. O presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, encara com preocupação as últimas medidas adotadas pelo governo federal, que geram impacto diretamente na população.
De acordo com Carvalhaes, a vinda de médicos de qualquer país sem a devida revalidação de diplomas e prova de proficiência na língua portuguesa preocupa, pois será ofertado à população brasileira, principalmente da periferia, médicos que podem ter qualificação questionável. “Precisamos garantir um atendimento minimamente seguro. O simples fato de colocar médicos em determinados locais não vai resolver o problema da saúde pública no país porque a estrutura é muito falha. Nós defendemos mais saúde e o programa ‘Mais Médicos’ é uma proposta insuficiente para garantir a boa assistência”.
Já a respeito dos vetos ao Ato Médico, o presidente avalia não como uma derrota para os médicos, e sim, para a população. “O Congresso Nacional foi incoerente porque há pouco mais de 40 dias o projeto na íntegra foi aprovado por unanimidade. Agora foram 33 votos favoráveis à queda dos vetos e 37 votos contrários, pelo menos a maioria mudou de opinião neste período de pouco mais de um mês e o que determinou isso é uma incógnita até agora”.