No Dia Mundial da Saúde (07/04), médicos do Estado de São Paulo interromperam o atendimento eletivo aos planos de saúde, em protesto contra os abusos cometidos pelas operadoras.
“O que nós vemos é um sucateamento e condições de trabalho cada vez mais precárias e isso interfere diretamente na conduta dos médicos e na evolução dos pacientes. Muitas vezes em período de 10 a 12 horas um médico atende mais de 150 pacientes, e com uma remuneração aviltante”, explica Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Ainda de acordo com Carvalhaes, o principal objetivo da paralisação foi alertar, debater e preservar os direitos de todos os envolvidos, médico e sociedade. O movimento reivindica o acesso pleno dos pacientes à assistência de qualidade, o fim das interferências das operadoras no exercício da medicina e a valorização de honorários de consulta e procedimentos. Com a interrupção do atendimento, os médicos participaram de campanha para doação de sangue.
Os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos e não houve prejuízo aos pacientes. Este é o quarto ano consecutivo em que os profissionais se mobilizam em prol de melhorias no setor.