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Médicos residentes em pediatria da USP aderem à greve em prol do Hospital Universitário

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29/11/2017 | Notícia Simesp

Médicos residentes em pediatria da USP aderem à greve em prol do Hospital Universitário

Em assembleia realizada na noite de ontem, dia 28, os médicos residentes em pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) decidiram aderir à greve dos estudantes de medicina e enfermagem em prol do Hospital Universitário (HU), que enfrenta a sua pior crise. A greve acontecerá a partir da próxima segunda-feira, dia 4 de dezembro. Os residentes pleiteiam medidas emergenciais, como a contratação de médicos, e medidas a longo prazo em relação a investimento para que o hospital volte a funcionar completamente, como há cinco anos. O pronto-socorro (PS) infantil foi fechado na última semana por falta de profissionais para atender à demanda da população da região oeste.

Segundo Vilton Raile, membro da comissão de greve dos residentes em pediatria, a luta é pela reabertura do PS infantil e pela reestruturação do HU para atendimento e ensino. “O HU é a principal fonte para a formação dos médicos na USP. Aprendemos cerca de 90% da pediatria básica nesse hospital. O fechamento impacta diretamente no ensino dos formandos e residentes”.

Para Raile, o fim do HU representa uma grande e irreparável perda na formação médica dos residentes e alunos da faculdade de medicina. “A questão do ensino é de extrema importância, mas também nos preocupa muito o atendimento os pacientes da região oeste, pois o Hospital Universitário é o único de seu grau de complexidade que atende a 500 mil pessoas da região. Se o hospital fechar, muitas pessoas ficarão desassistidas”.

De acordo com Rafael Santos, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), que esteve presente na reunião, os residentes de pediatria também se opõem ao sucateamento da USP como um todo. “O Simesp apoia a greve dos residentes por uma luta em busca de um ensino médico de qualidade e uma saúde pública de qualidade. O movimento surge como resposta ao grave fato de o próprio diretor da faculdade de medicina, junto ao conselho universitário, ter votado contra a contratação de funcionários via USP”.

Os estudantes de medicina da USP estão em greve há 15 dias em prol da reposição do quadro de funcionários do Hospital Universitário (HU), que desde 2014 sofre com a perda de profissionais devido ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP.