Simesp

Médicos repudiam proposta da instituição e podem fazer paralisação

Home > Médicos repudiam proposta da instituição e podem fazer paralisação
13/10/2015 | Notícia Simesp

Médicos repudiam proposta da instituição e podem fazer paralisação

Médicos da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo repudiam proposta de pagamento parcelado das verbas rescisórias, dos 184 médicos que serão demitidos da instituição, e definem indicativo de paralisação como pauta da próxima assembleia, que será realizada na sexta-feira, 16, às 11h00, no Anfiteatro Prof. Dr. Emílio Athié (Rua Dr. Cesário Motta Junior, 112 – Vila Buarque).

Segundo a proposta da instituição, 88 médicos receberão o pagamento das verbas rescisórias em até um ano e 96 médicos receberão entre 13 e 23 meses. Legalmente esses valores devem ser pagos em até dez dias após a demissão.

“Mais uma vez os médicos estão pagando a conta da crise da instituição. Nós julgamos importante sim que a instituição continue aberta, porém os médicos ficaram sem salário, sem 13° e agora serão demitidos com privação de direitos trabalhistas”, avalia Eder Gatti, presidente do Simesp e completa: “Vamos tentar todas as medidas cabíveis para impedir o processo de demissão da forma como ele está sendo feito”.

O superintendente da Santa Casa, José Carlos Vilela, participou do início da assembleia para prestar esclarecimento aos médicos e ressaltou, por diversas vezes, que “a Santa Casa está afundada em dívidas e que não há outra solução senão economizar com a folha de pagamento”.

O presidente do Sindicato deixou claro que não concorda com a postura da instituição, que apesar de ter feito várias reuniões com os representantes sindicais não abriu margem para negociação. “Impuseram essa proposta, que é desastrosa, e não aceitaram nenhuma de nossas sugestões para solucionar os problemas, entre eles verificar a possibilidade de redução de carga horária, como forma de diminuir o número de demissões”, salienta Gatti.

Os médicos questionaram o superintendente sobre os critérios subjetivos para as demissões. Ele disse que havia termos norteadores para que os chefes de departamento os seguissem, mas cada responsável conduziria a seleção da forma que achasse mais adequada.

Proposta desfavorável

O presidente do Simesp considera a proposta desfavorável, pois ainda há atrasos de salário e 13º. “Cerca de 500 médicos não receberam o salário de novembro de 2014 e nenhum recebeu o 13º salário, o que deveria ser levado em consideração. Vale ressaltar que a categoria não quer que a instituição feche, mas que mantenha a excelência nos serviços. Os médicos, que lutam pela instituição não podem pagar pela crise”, destaca Gatti.

De acordo com documento enviado pela Santa Casa ao Simesp, “os processos de rescisão incluirão o pagamento integral de todas as verbas legais, com pagamento parcelado equivalente à remuneração mensal de cada funcionário, limitando ao valor de R$ 10 mil mensais, até a completa quitação das referidas verbas rescisórias”. Por exemplo, se o funcionário ganha R$ 5 mil por mês e a multa rescisória for de R$ 40 mil, receberá o valor do salário em oito parcelas.